Divulgação | UFTM

Jovens pesquisadoras de Minas Gerais discutem Racismo, Saúde Mental e Direitos Humanos no Encontro Nepso

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O Encontro Nossa Escola Pesquisa Sua Opinião (Nepso) ocorreu em 21 de setembro, em formato online. O evento reuniu sete grupos de estudantes de cinco cidades mineiras: Belo Horizonte, São João Del Rei, Uberaba, Lavras Novas/Ouro Preto e Governador Valadares. O objetivo foi apresentar pesquisas de campo sobre temas sociais.

O Nepso contou com dois intérpretes de Libras para garantir a acessibilidade de um grupo de meninas surdas de Belo Horizonte. A professora Maria Celeste Fernandes, coordenadora do projeto, destacou a importância do encontro para que as participantes compartilhem suas pesquisas.

A abertura das apresentações foi realizada pelo grupo de Belo Horizonte, ligado ao projeto “Meninas e Mulheres nas Ciências Exatas”. O trabalho discutiu doramas e a cultura sul-coreana no cotidiano dos jovens, abordando relacionamentos e laços familiares. Foram realizadas entrevistas com 16 pessoas surdas.

Em seguida, estudantes de Lavras Novas abordaram a depressão na adolescência. Com base em 110 entrevistas aplicadas na Escola Estadual de Ouro Preto, o grupo defendeu que o sofrimento psíquico é uma condição séria. Eles ressaltaram a necessidade de diálogo, acolhimento e busca por ajuda profissional.

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A violência de gênero foi tema de pesquisa de estudantes de São João Del Rei. O grupo The Flowers analisou a percepção social sobre a violência contra a mulher. Após ouvir 40 pessoas, as pesquisadoras identificaram que a pergunta mais desafiadora envolveu o papel da sociedade na perpetuação da violência de gênero.

O grupo Black Girls, da Escola Estadual Cônego Osvaldo Lustosa, discutiu a gravidez na adolescência. Elas consideram o tema pouco debatido na comunidade local. O grupo aplicou 260 questionários entre alunos e funcionários da mesma instituição.

Em Governador Valadares, o grupo Amina, da Escola Estadual Abílio Patto, apresentou um estudo sobre o trabalho das catadoras de materiais recicláveis. As estudantes visitaram uma associação da cidade e entrevistaram 27 trabalhadoras. Elas utilizaram planilhas digitais para calcular porcentagens e construir gráficos.

As estudantes também vivenciaram experiências acadêmicas no campus da UNIVALE através do projeto Roda de Saberes, programa da Univale TV e o Encontro da Comunidade com o GIT (ComGIT), do mestrado vinculado à universidade.

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Na mesma cidade, o grupo Girls Power, da Escola Estadual Quintino Bocaiuva, investigou como o racismo afeta a autoestima e a saúde mental dos jovens. A pesquisa contou com a participação de 63 estudantes do 3º ano do ensino médio. O tema foi escolhido com base nas vivências das jovens pesquisadoras.

O grupo Dinominas, da Escola Estadual Santa Terezinha, em Uberaba, focou seu estudo na representatividade de gênero e raça no jornalismo. A escolha do tema surgiu da repercussão das denúncias do influenciador Felca sobre exploração de menores na internet, expandindo-se para a discussão sobre racismo.

A pesquisa resultou na aplicação de 200 questionários com estudantes entre 15 e 19 anos. O encerramento do encontro teve reflexões sobre o livro “Querido Estudante Negro”, com um relato da jovem pesquisadora Lívia, de Governador Valadares, abordando identidade, educação e antirracismo.

O evento foi finalizado com a exibição de um vídeo temático produzido pelo grupo de Uberaba sobre a obra. Os grupos de mulheres e meninas pesquisadoras fazem parte do projeto de pesquisa “Meninas da educação básica, graduandas e professoras nas áreas de Ciências Exatas apropriando-se de estratégias de pesquisa de opinião e constituindo-se como produtoras de conhecimento sobre as relações entre gênero, raça e matemática”.

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O projeto é financiado pelo CNPq, processo nº 440467/2024. Em Uberaba, o projeto é desenvolvido em parceria com a UFTM e conta com a coordenação local da professora Luciana Caixeta Barboza do ICENE. O acesso a outras atividades do projeto está disponível no perfil do Instagram: @nepsodasminas.

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