Copa do Mundo Feminina pode impulsionar categorias de base no Brasil

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Um estudo de Marcelo Abreu, professor do MBA em Gestão e Marketing Esportivo da Trevisan Escola de Negócios, aponta que a Copa do Mundo Feminina no Brasil é uma oportunidade para a evolução das categorias de base do futebol feminino. A pesquisa, nomeada ‘Debate Setorial: Formação de atletas nas categorias de base do futebol feminino’, identifica gargalos na formação de atletas, mas vê o torneio como um catalisador para melhorias.

Um dos benefícios mencionados por Abreu é o legado na infraestrutura. Segundo informações do jornal O Tempo, a preparação para o mundial exige a adequação de 32 centros de treinamento para receber as seleções. O especialista destaca que a FIFA prioriza instalações do setor público para que o benefício atinja um número maior de pessoas, deixando um legado duradouro para o esporte no país após o evento.

“A FIFA, um ano antes, tem um caderno a cumprir de exigências, de melhorias, até chegar à Copa do Mundo, tanto masculina quanto feminina. E isso está acontecendo neste momento. Alguns centros de treinamento, inclusive, vão receber verbas. Aí eles (Fifa) dão prioridade para os centros (de treinamento) das prefeituras, para ficar um legado de melhorias no setor público, para atingir o maior número de pessoas, então isso vai melhorar. São oito cidades-sede, 32 seleções. Nós precisamos ter 32 centros de treinamento que vão receber essas seleções. Então, só nisso, nós temos 32 locais que vão ter melhorias, e isso já fica como legado. E torcemos para que esses locais sejam usados pelo futebol feminino”, argumentou.

Outra oportunidade é o incentivo financeiro da própria Fifa, que repassa recursos de um Fundo Legado aos países-sede. Conforme apurado pelo jornal O Tempo, a entidade informou que o valor destinado é de US$ 344 milhões (aproximadamente R$ 1,8 bilhão). Abreu também menciona a possibilidade de o Brasil registrar recordes de bilheteria, o que poderia impulsionar ainda mais os investimentos na modalidade.

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O especialista também ressalta que há diversos patrocinadores interessados em apoiar não só a Copa do Mundo, mas também campeonatos e times femininos no país. Ele defende que é o momento de aproveitar a visibilidade que o evento trará ao Brasil para dar mais destaque à categoria e solidificar o trabalho que já vem sendo feito por clubes e profissionais da área.

Em Belo Horizonte, o único centro de treinamento confirmado para a Copa do Mundo Feminina até o momento é a Arena do Jacaré, localizada em Sete Lagoas. O estádio possui capacidade para cerca de 20 mil pessoas e é frequentemente utilizado pela equipe feminina do Cruzeiro em suas competições oficiais, integrando a infraestrutura que receberá melhorias para o torneio.

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