O julgamento dos acusados pela chacina em Ribeirão das Neves, adiado nesta segunda-feira (13) por suspeita de tuberculose em um dos réus, contará com a participação remota de dois foragidos quando for remarcado. A informação foi confirmada pela defesa, que explicou que a medida já havia sido autorizada pela Justiça para o júri que aconteceria hoje, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
Segundo o advogado Fabiano Lopes, que integra a equipe de defesa, a solicitação para a participação virtual já havia sido aceita pelo juiz do caso. “Eles já iriam participar neste júri. Foi requerido por essa defesa que participassem de forma virtual, e o juiz de pronto deferiu. Onde eles estiverem, da mesma forma que aconteceu na primeira fase, eles irão prestar informações”, explicou o defensor.
Os dois acusados foragidos são apontados como mandantes do crime, juntamente com outros suspeitos. De acordo com o defensor, eles já deram depoimentos durante a fase inicial do processo e devem ser ouvidos novamente no plenário. “Existe depoimento deles, eles prestaram informações e também irão prestar informações quando a data for marcada”, disse o advogado sobre a participação dos réus no julgamento.
Conforme informações publicadas pelo jornal O Tempo, o adiamento do júri ocorreu devido à ausência do réu com suspeita da doença. “É um réu confesso, com áudio divulgado, explicando como tudo aconteceu. Seria impossível defender nossos clientes sem a presença dele. A sociedade precisa escutar da boca desse réu o que aconteceu”, afirmou Lopes.
Fabiano Lopes também destacou que todas as defesas concordaram com o adiamento do julgamento, considerando a impossibilidade de prosseguir sem a presença do acusado. “Não tem como fazer um plenário sendo que um réu confesso não está presente. O destinatário da prova agora é o jurado, é a sociedade, que precisa ouvir diretamente essas versões”, completou o advogado em sua declaração.
A remarcação do júri agora depende do resultado dos exames médicos do réu. O advogado afirmou que, caso a doença não seja confirmada, o julgamento pode ser agendado rapidamente. “Se for constatado que ele não tem tuberculose, o júri pode ser marcado de forma imediata. Caso contrário, será necessário aguardar, por segurança de todos”, concluiu o defensor sobre os próximos passos.
