Investidores podem manter Marília Melo no comando da Copasa com expectativa de mudanças

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A privatização da Copasa gera expectativas sobre mudanças na direção da companhia. Enquanto a atual presidente, Marília Carvalho de Melo, pode permanecer no cargo com o apoio de acionistas, outras diretorias estratégicas devem passar por reestruturação. A expectativa é que os novos controladores assumam o comando para iniciar a nova gestão da empresa.

De acordo com informações do jornal O Tempo, o mercado prevê alterações principalmente em diretorias estratégicas. Setores ligados à relação com investidores e ao mercado financeiro são apontados como prioritários para ajustes após a privatização. A leitura é que os novos controladores da empresa devem assumir essas áreas para iniciar a nova gestão.

Um diagnóstico interno, conduzido pela consultoria BCG, já teria avaliado a necessidade de reforçar áreas administrativas. Esses setores, que hoje operam em sinergia com o governo estadual, perderão esse suporte após a privatização. Isso indica a possibilidade de uma reestruturação administrativa para adaptar a companhia à nova realidade de gestão privada.

No campo operacional, a percepção de investidores é de que os processos funcionam bem. Ainda assim, a transição para o controle privado deve focar na ampliação da eficiência, com a possibilidade de mudanças pontuais. O objetivo será otimizar o desempenho e os recursos da companhia sob a nova administração, buscando melhores resultados.

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Possíveis retornos e cronograma do leilão

Há ainda a expectativa de ampliação da diretoria para atender a novas demandas, o que pode abrir espaço para o retorno de executivos com experiência prévia na companhia. Entre os nomes citados no mercado está o de Guilherme Duarte, ex-presidente da Copasa entre 2022 e 2025 e um dos responsáveis pela modelagem do processo de privatização.

Fontes do setor apontam uma escassez de profissionais com experiência em gestão de grandes companhias de saneamento e no mercado financeiro. Este cenário reforça a possibilidade de reaproveitamento de quadros já conhecidos para compor a nova estrutura de liderança da empresa, garantindo uma transição com conhecimento técnico do setor.

Após deixar a presidência da Copasa, Duarte atuou no mercado financeiro e manteve posição no conselho da empresa. Sua ligação com o grupo Reag, por meio da holding Belora, foi questionada por parlamentares de oposição na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, que usaram a relação para contestar o planejamento da privatização.

O leilão que marcará a troca de comando na empresa ainda não tem data definida. A expectativa é que ocorra até junho, prazo em que vencem as “cartas de fiança bancária” de R$ 7 bilhões que cada investidor interessado deve apresentar para participar do certame da companhia de saneamento.

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