BH é premiado com Selo Betinho por eficácia no combate à fome

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Belo Horizonte recebeu o Selo Betinho pelo segundo ano consecutivo, uma certificação que reconhece iniciativas municipais no combate à fome e na promoção da segurança alimentar e nutricional. A capital mineira integra um grupo de cidades brasileiras que conquistaram o reconhecimento em 2025, ao lado de Curitiba e Brasília, e agora renova a certificação com base na execução de políticas públicas consolidadas no ano passado. A cerimônia de entrega foi realizada nesta quinta-feira (30), na sede da Prefeitura de BH.

O Selo Betinho, criado em homenagem ao sociólogo Herbert de Souza, avalia a adesão dos municípios ao Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan). Também são considerados a criação de conselhos específicos, a destinação de recursos para fundos emergenciais e o apoio à agricultura familiar. A manutenção de cozinhas solidárias e bancos de alimentos, além de critérios de transparência na gestão pública, são outras metas avaliadas.

A análise que garantiu a continuidade do selo a Belo Horizonte foi estruturada com base nos três eixos da Agenda Betinho: Fortalecimento do Sisan; Ações Emergenciais; e Políticas Públicas e Transparência. O documento aponta avanços significativos, práticas já consolidadas e instrumentos em desenvolvimento que fortalecem a agenda local contra a insegurança alimentar.

De acordo com informações da Prefeitura de Belo Horizonte, os dados de execução das políticas municipais em 2025 demonstram a capilaridade e a consistência das ações de segurança alimentar no município. Entre os principais resultados, 5.053 famílias foram beneficiadas pelo Programa de Assistência Alimentar Emergencial “Comida na Mesa”.

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O Programa Cesta nas Férias entregou 63.901 cestas de alimentos. Foram servidas 79 milhões de refeições em unidades escolares e 6,3 milhões de refeições nas unidades da rede socioassistencial e de cidadania. Os Restaurantes Populares serviram 2,3 milhões de refeições.

A população em situação de rua recebeu 590,6 mil refeições gratuitas. O Banco de Alimentos beneficiou, em média, 8.277 pessoas semanalmente com doações. A cidade capacitou 1.142 pessoas em agricultura urbana e agroecologia.

Foram emitidos 790 certificados em cursos de qualificação profissional em gastronomia e agroecologia. Ações de educação alimentar e nutricional foram realizadas para 23,8 mil pessoas. A Central de Abastecimento da Agricultura Familiar e Urbana armazenou e comercializou 377 toneladas de alimentos.

O Programa Abastecer movimentou 9,4 toneladas. Pelo Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), 24 agricultores familiares de Belo Horizonte e da região metropolitana foram beneficiados diretamente. A secretária de Segurança Alimentar e Nutricional de Belo Horizonte, Darklane Rodrigues Dias, afirmou que o Selo Betinho exige a manutenção de um sistema intersetorial robusto.

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Este sistema deve ter controle social, transparência e capacidade de resposta a emergências, como demonstrado na execução de 2025. “A renovação do selo coloca Belo Horizonte em posição de destaque no cenário nacional, ao mesmo tempo que impõe o desafio de avançar ainda mais, especialmente na ampliação do acesso a bancos de alimentos, na capilarização das cozinhas comunitárias e no fortalecimento da agricultura urbana”, disse Darklane Rodrigues Dias.

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