Pesquisa nacional mapeia desigualdades de gênero na segurança pública

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Uma pesquisa nacional vai mapear as desigualdades de gênero na segurança pública dez anos após o primeiro levantamento sobre o tema. O estudo é realizado pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).

De acordo com a Senasp, a pesquisa é direcionada a profissionais homens e mulheres que atuam na área de segurança pública. As inscrições podem ser feitas por meio deste link.

A primeira edição do estudo, realizada em 2015, identificou baixa representatividade feminina nas corporações policiais, especialmente nas polícias ostensivas. Os dados também mostraram maior concentração de mulheres em áreas administrativas e técnicas, além de relatos de violência no ambiente institucional.

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A nova edição tem como objetivo atualizar o diagnóstico nacional sobre a participação feminina na segurança pública e avaliar os avanços obtidos na última década. O estudo também busca identificar lacunas que ainda demandam políticas públicas específicas.

Objetivos da pesquisa

Segundo Michele dos Ramos, diretora de Ensino e Pesquisa da Senasp, a pesquisa é fundamental para compreender os desafios que persistem nas instituições. “Nosso objetivo é subsidiar ações que promovam ambientes de trabalho mais seguros e igualitários”, afirmou.

Os resultados do levantamento vão auxiliar na formulação de políticas voltadas à equidade de gênero, valorização profissional e prevenção de práticas discriminatórias.

Destaques da pesquisa de 2015

Na primeira edição, 80,8% dos respondentes eram homens, enquanto mulheres representavam 18,9%. A maioria das profissionais tinha entre 30 e 50 anos, alto nível de escolaridade e atuava em Polícias Militares, principalmente na região Sudeste.

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O estudo também identificou percepções de desigualdade na progressão de carreira e tratamento no ambiente de trabalho. Mulheres relataram mais dificuldades para expressar opiniões e menor percepção de igualdade.

Outro ponto relevante foi a recorrência de discriminação e violência de gênero, incluindo comentários inadequados e episódios de assédio moral e sexual. Essas situações foram relatadas principalmente por mulheres e pessoas LGBT.

A edição anterior da pesquisa está disponível neste link.

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