**2ª Conferência Nacional de Arquivos discute arquivos comunitários e pluralidade da memória**
A 2ª Conferência Nacional de Arquivos (CNArq) ocorre em Brasília entre os dias 26 e 28 de maio, com o tema “Arquivos: agentes da cidadania e da democracia”. O evento, organizado pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), reúne cerca de 500 participantes, incluindo delegados, representantes de instituições e profissionais da área.
De acordo com o MGI, a conferência é resultado de um processo participativo que envolveu 24 unidades da federação, dez conferências livres e 2.547 participantes. No primeiro dia, foram apresentados seis eixos temáticos que orientam os debates, com contribuições de representantes de todas as regiões do país.
Debates sobre arquivos comunitários e memória
Um dos destaques do evento é o eixo 6, que trata de arquivos privados e comunitários, pluralidade da memória e interesse público. As propostas incluem a criação de um Programa Nacional de Arquivos Comunitários e Populares, voltado a grupos como movimentos sociais, povos tradicionais e coletivos culturais.
Segundo o MGI, o programa prevê ações como conservação, digitalização e formação continuada para gestores de acervos. Também foi discutida a criação de um Programa Nacional de Verdade e Memória das Mulheres, com foco em histórias de indígenas, negras e quilombolas.
Outros eixos temáticos
O primeiro eixo aborda o marco legal e a governança arquivística, com propostas para consolidar uma política nacional integrada. O segundo trata da gestão de documentos como infraestrutura democrática, incluindo modernização e acesso digital.
O terceiro eixo discute preservação e patrimônio, com sugestões para um fundo nacional de conservação. O quarto foca em acesso e inclusão, enquanto o quinto debate condições de trabalho e formação em Arquivologia.
A conferência se encerra no dia 28, com a consolidação das propostas que vão orientar a política nacional de arquivos.
