“`
O XII Seminário Brasileiro (Sapis) e o VII Encontro Latino-americano sobre Áreas Protegidas e Inclusão Social (Elapis) reuniram mais de 900 participantes na Universidade de Brasília (UnB). O evento promoveu trocas entre lideranças comunitárias, povos tradicionais, servidores do ICMBio e representantes de instituições públicas.
De acordo com a comissão organizadora, o encontro superou as expectativas de participação. Indígenas, quilombolas, pescadores, marisqueiras e outras comunidades tradicionais compartilharam experiências sobre conservação e gestão participativa de territórios.
Layra Silva, representante da Comunidade do Jarê, na Bahia, destacou a importância do diálogo. “O Sapis me trouxe clareza sobre o trabalho do ICMBio e como podemos compartilhar o propósito de cuidar da natureza”, afirmou.
Participação de servidores e comunidades
Servidores do ICMBio de diferentes regiões do país participaram ativamente do evento. Eles apresentaram experiências relacionadas à gestão, pesquisa e articulação comunitária em unidades de conservação.
Ulisses dos Santos, gestor do Parque Nacional do Iguaçu, destacou a participação de 15 representantes locais no evento. “O Sapis é espaço para encontros, alianças e discussões sobre áreas protegidas com a sociedade”, disse.
Agostinho Yanomami, conselheiro do Parque Nacional do Pico da Neblina, reforçou a parceria com o ICMBio. “Sozinho não conseguiria proteger o território. O Instituto é um grande aliado”, afirmou.
William Rabelo, do Serviço de Gestão Socioambiental do ICMBio, ressaltou a importância do diálogo em áreas com múltiplas etnias. “Eventos como este fortalecem a conexão com os povos tradicionais”, disse.
Ana Karla, antropóloga do Inema-BA, destacou o aprendizado coletivo. “Saímos revigorados para continuar o trabalho de gestão compartilhada nas unidades de conservação”, afirmou.
O encontro reforçou que a conservação ambiental requer reconhecimento de culturas, fortalecimento de vínculos e ampliação da participação social na proteção da biodiversidade.
“`
