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O Brasil reforçou sua atuação na governança global de recursos hídricos durante a Cúpula Mundial de Bacias Hidrográficas, realizada no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, nesta quarta-feira (17). O evento, organizado pela Rede Internacional de Organizações de Bacias (RIOB), reuniu autoridades, especialistas e representantes de diversos países para discutir segurança hídrica e gestão integrada das águas.
De acordo com o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), o Brasil destacou seu papel na cooperação internacional e no enfrentamento dos desafios climáticos. O ministro Waldez Góes afirmou que “a água é um tema transversal, essencial para a vida, produção de alimentos e geração de energia”.
O secretário nacional de Segurança Hídrica, Giuseppe Vieira, apresentou as ações do governo federal para ampliar a resiliência hídrica, incluindo o Projeto de Integração do Rio São Francisco (PISF), que beneficia 12 milhões de pessoas no semiárido nordestino.
A diretora da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), Larissa Rêgo, destacou a importância da integração entre agendas nacionais e globais. “A segurança hídrica passa pela cooperação internacional e por dados robustos”, afirmou.
Preparação para conferência da ONU
O secretário-executivo do MIDR, Valder Ribeiro, participou de uma sessão preparatória para a Conferência da ONU sobre a Água, marcada para dezembro de 2026, em Abu Dhabi. Ele citou avanços do Brasil no acesso à água potável, como a instalação de mais de mil sistemas de dessalinização.
Benedito Braga, presidente honorário do Conselho Mundial da Água, alertou para a necessidade de alinhar planejamento hídrico com políticas de desenvolvimento. “A água não respeita fronteiras políticas, mas sim hidrológicas”, afirmou.
A cúpula também marcou a transição da presidência da RIOB para o Brasil, representado pelo ministro Waldez Góes. O país assumirá a coordenação da agenda da organização pelos próximos anos.
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