Dezoito Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPIs) em Belo Horizonte foram equipadas com Wi-Fi gratuito e telecentros. Esta iniciativa, promovida pela Prefeitura de Belo Horizonte, visa democratizar o acesso à tecnologia para os idosos acolhidos nessas unidades. A ação busca oferecer novas possibilidades de lazer e aprendizado, além de resgatar a autonomia dos residentes.
A integração dos laboratórios de informática às atividades de saúde e bem-estar tem sido observada. Terapeutas ocupacionais e enfermeiros utilizam os telecentros para conduzir dinâmicas. Essas atividades estimulam a memória através da escrita e jogos interativos, promovendo a socialização e contribuindo para a redução de conflitos internos.
Mouses e teclados adaptados foram disponibilizados para este público específico. A utilização do telecentro funciona como um exercício de motricidade fina, auxiliando na flexibilidade das mãos, especialmente para idosos com artrose. O projeto permite que os residentes utilizem os equipamentos sem a pressão de um curso formal, o que pode elevar a autoestima e o sentimento de utilidade.
Lúcia Helena de Paula, coordenadora da unidade Recanto Feliz São Francisco de Assis, localizada na regional Oeste, afirmou que a chegada da internet e do telecentro transformou a rotina. Segundo ela, a mudança não se restringiu às idosas residentes, mas também impactou a comunidade do entorno, incluindo jovens de escolas parceiras e colaboradores da instituição.
No espaço, as idosas realizam atividades livres, escrevem cartas e navegam na internet. Elas também participam de projetos mensais com colégios parceiros. Nesses projetos, estudantes visitam a instituição para ensinar informática e fazer companhia às residentes, promovendo a interação entre diferentes gerações.
“Uma das coisas que me deixou mais orgulhosa é hoje fazer parte dessa inclusão digital, de falar com todo orgulho assim: nós temos o wi-fi gratuito e computadores da Prefeitura de Belo Horizonte. Eu me sinto pertencente, pertencente ao município, pertencente ao projeto, pertencente à tecnologia. O idoso entra, senta, mexe e trabalha com o sentimento de que aquela máquina é dele e isso é algo que não tem preço”, destacou Lúcia.
A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) busca, com esta infraestrutura tecnológica, promover uma mudança cultural no cuidado com a pessoa idosa. A tecnologia é utilizada como ferramenta para o cuidado e afeto. O objetivo é assegurar que o envelhecimento seja vivido com dignidade, conexão e acesso aos benefícios da era digital.
