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O Brasil permanece fora do Mapa da Fome da ONU, segundo o relatório “O Estado da Segurança Alimentar e Nutricional no Mundo (SOFI) 2026”, divulgado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO). A prevalência de subnutrição no país está abaixo de 2,5%, patamar que classifica os países fora do Mapa da Fome.
De acordo com a FAO, a fome global diminuiu pelo terceiro ano consecutivo. A América Latina e o Caribe registraram, em 2025, a menor taxa de fome entre as regiões em desenvolvimento, com 4,8% da população afetada. No entanto, apenas uma em cada três pessoas no mundo tem acesso a uma alimentação saudável.
Brasil amplia acesso à alimentação saudável
O relatório aponta que o Brasil avançou no acesso econômico a dietas saudáveis. Entre 2021 e 2025, a proporção de brasileiros que não podiam arcar com esse tipo de alimentação caiu de 31,2% para 21,1%. Isso significa que 20 milhões de pessoas passaram a ter condições de consumir alimentos saudáveis no período.
Para a FAO, uma alimentação saudável deve ser adequada, equilibrada, diversificada e moderada, além de segura. O Brasil foi destacado por adotar uma abordagem integrada, combinando proteção social, fortalecimento da agricultura familiar e ampliação do acesso a alimentos.
Agricultura familiar no centro da estratégia
A agricultura familiar foi reconhecida como fundamental para a produção de alimentos saudáveis e sistemas agroalimentares sustentáveis. Segundo o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), políticas como crédito rural, assistência técnica e inovação têm sido priorizadas.
“Os agricultores familiares são essenciais na construção de sistemas mais saudáveis, resilientes e sustentáveis”, afirmou a ministra Fernanda Machiaveli.
Mulheres rurais na transformação dos sistemas alimentares
O relatório também destacou o papel das mulheres rurais nas políticas de segurança alimentar. Elas contribuem para a diversificação da alimentação, recuperação da biodiversidade e geração de renda, fortalecendo sua autonomia econômica.
Fernanda Machiaveli reforçou o compromisso do Brasil com a Aliança Global contra a Fome e a Pobreza. “Produzir alimentos saudáveis deve ser atrativo para quem planta e acessível para quem come”, concluiu.
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