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O crédito rural para a agricultura empresarial atingiu R$ 28,2 bilhões em julho de 2026, primeiro mês da safra 2026/2027. Os dados são do Sistema de Operações do Crédito Rural e do Proagro (Sicor), do Banco Central, e incluem operações do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) e de outros produtores.
De acordo com o levantamento, as Cédulas de Produto Rural (CPR) representaram R$ 18,8 bilhões, ou 66,6% do total contratado. O custeio convencional somou R$ 6,5 bilhões, correspondendo a 23% das contratações.
Custeio, comercialização e industrialização
No custeio da produção, o Pronamp respondeu por R$ 3,5 bilhões, 53,5% do total destinado à modalidade. Os demais produtores empresariais contrataram R$ 3 bilhões, ou 46,5%.
As operações de comercialização somaram R$ 1,5 bilhão em julho. A industrialização, que inclui processamento e agregação de valor, registrou R$ 891 milhões.
Os programas de investimento, como máquinas e irrigação, tiveram R$ 118,1 milhões em aplicações. Desse valor, R$ 56 milhões foram contratados pelo RenovAgro e R$ 31 milhões pelo Pronamp Investimento.
Operações por porte do produtor
Fora do Pronamp, médios e grandes produtores contrataram R$ 5,9 bilhões, 21% do total. No Pronamp, foram R$ 3,5 bilhões, equivalentes a 12,4%.
A agricultura empresarial realizou 26.034 contratos de crédito rural em julho, sendo 12.940 operações de CPR.
Crédito por região
O Sul liderou o volume de crédito, com R$ 3,6 bilhões e 6.887 contratos. Em seguida vieram Sudeste (R$ 2,5 bilhões) e Centro-Oeste (R$ 2,2 bilhões). Nordeste e Norte registraram R$ 678 milhões e R$ 400 milhões, respectivamente.
O tíquete médio no Centro-Oeste foi de R$ 1,25 milhão por contrato. No Sul, o valor médio ficou em R$ 529 mil.
Fontes de recursos
Os Recursos Obrigatórios, parte dos depósitos à vista direcionados ao crédito rural, responderam por R$ 3,9 bilhões, 69,8% das fontes controladas. Entre as não controladas, a LCA Livre foi a principal, com R$ 3,4 bilhões.
Recursos equalizáveis
Para a safra 2026/2027, a programação orçamentária de recursos equalizáveis é de R$ 97,6 bilhões, conforme a Portaria MF nº 2.170/2026. Esses recursos financiam linhas com taxas controladas pelo governo federal.
Em julho, R$ 1,3 bilhão dos recursos equalizáveis foi concedido. Nos programas de investimento, RenovAgro contratou R$ 56,1 milhões, Pronamp R$ 20,7 milhões e PCA R$ 17,6 milhões.
O Banco do Brasil liderou as concessões em operações equalizáveis de investimento (86,8%), seguido pelo Sicredi (12,8%). Em custeio e comercialização, o Banco do Brasil concentrou 68,9%.
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