Na fase anterior, as instituições, provenientes de 132 cidades das cinco regiões do Brasil, receberam 1,5 kg de dois tipos de cafés crus. Os grãos desta edição, da Fazenda Paraíso, do Grupo Diamante Cafés, em Caparaó (MG), foram torrados nas instalações de cada competidor. Os cafés utilizados foram das variedades Natural e Cereja Descascado, que exigem diferentes técnicas de torra.
“As torrefações que chegam à final mostram que o bom resultado não depende de sorte. Elas acertaram o desafio em dois cafés diferentes, o Natural e o Cereja Descascado, que pedem tratamentos distintos. Cada grão tem origem, processo e caráter próprios, e o mestre que entende isso ajusta os parâmetros para valorizar o terroir daquele café, sem impor a ele um padrão único”, afirma Johann Emmerick, diretor do Torrefação do Ano Brasil.
O evento busca elevar o nível de qualidade das torrefações, promovendo atividades que estimulam a criatividade, a consistência e a análise sensorial. Além disso, a competição tem como objetivo gerar conhecimento para o público por meio da criação de conteúdo, dados e da troca de experiências entre as empresas que participam do torneio, considerado o maior do segmento no mundo.
A torrefação campeã receberá como prêmio uma máquina Atilla Bancada de 2ª Geração. Os três primeiros colocados ganharão troféus criados pelo artista plástico Robson Emerick, além de selos de ouro, prata e bronze da fabricante de embalagens Packster. A premiação visa reconhecer a excelência técnica e a qualidade do produto final apresentado pelos competidores durante a final do evento.
Nesta edição, o mestre de torra da empresa vencedora também garantirá uma vaga no campeonato brasileiro de torra de 2028, organizado pela Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA). As demais instituições finalistas acumularão pontos junto à BSCA, que poderão ser utilizados em inscrições para outros torneios promovidos pela associação, incentivando a participação contínua em competições do setor.
