Um relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta o Brasil como o país com maior prevalência de depressão na América Latina. Entre universitários, o Estudo Nacional de Saúde Mental nas Universidades (Enasam-U) revela que 83% dos estudantes enfrentam dificuldades emocionais, como ansiedade e estresse, sem receber acompanhamento adequado.
De acordo com a UFMG, a ansiedade e o desânimo são os problemas mais frequentes, seguidos por pensamentos suicidas. A universidade desenvolve ações para acolher estudantes, professores e servidores. A vice-reitora Alamanda Kfoury Pereira destaca a complexidade do tema, que envolve fatores como mídias sociais e polarizações.
Iniciativas da UFMG
A UFMG criou a Rede Saúde Mental em 2014, coordenada pela Pró-reitoria de Extensão. O projeto reúne pesquisas, programas de extensão e serviços de acolhimento, seguindo a luta antimanicomial. Em 2015, foi instituída a Comissão Institucional de Saúde Mental (Cisme), responsável por propor diretrizes para políticas na área.
Em 2018, a universidade estabeleceu a Comissão Permanente de Saúde Mental (CPSM), fórum dedicado à consolidação de ações na área. Segundo Alamanda Kfoury Pereira, a saúde mental é um desafio contemporâneo que afeta pessoas de todas as idades e origens, impactando diretamente a qualidade de vida e o desempenho acadêmico.
