Montes Claros gerou 284 novos postos de trabalho em fevereiro, um crescimento de 29,1% em comparação com janeiro. Os dados são do Boletim Informativo do Mercado de Trabalho, elaborado pela Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes). O levantamento aponta que as admissões cresceram 9,1% e os desligamentos 8,1% no período, com destaque para a contratação de mulheres, que ocuparam a maior parte das novas vagas.
O saldo de vagas, quando segmentado por gênero, apresentou um contraste. De acordo com informações do jornal O Tempo, foram fechados 62 postos de trabalho para homens, enquanto foram criados 346 para mulheres. “Até meados de 2024, a média histórica da participação masculina nas admissões e desligamentos oscilava em torno de 55% do total. Desde então, essa participação nas admissões vem caindo e, pela primeira vez, ficou abaixo de 50%”, informou a Unimontes.
A categoria “Atividades de teleatendimento” foi a que mais movimentou o mercado de trabalho local. O setor registrou 1.030 admissões e 926 desligamentos, resultando em um saldo positivo de 104 postos de trabalho. Desse total de admissões, 750 foram de mulheres e 280 de homens, reforçando a tendência de maior contratação feminina observada no mês de fevereiro na cidade.
Outros setores também se destacaram no período. A atividade de “Serviços Combinados de Escritório e Apoio Administrativo” ficou em segundo lugar em movimentação, com 177 admissões e 147 desligamentos. Já o setor de “Serviços de Engenharia” ocupou a terceira posição em contratações, com 152 novos postos, enquanto o comércio varejista de supermercados foi o terceiro em número de desligamentos, com 141 demissões.
Salário e escolaridade
Em relação ao salário médio, o valor pago nas admissões foi de R$ 1.950,88, enquanto nos desligamentos a média foi de R$ 1.982,39. “O salário médio pago aos homens admitidos foi 5,6% maior que o pago às mulheres admitidas. O movimento entre contratações e desligamentos gerou um aumento de R$ 364,6 mil na massa salarial dos trabalhadores formais do município”, informou a Unimontes.
A pesquisa da Unimontes mostra que a maioria das vagas foi preenchida por pessoas com ensino médio completo, que corresponderam a 47,2% do saldo positivo. Em seguida, aparecem trabalhadores com ensino superior completo (38,3%) e com pós-graduação (7,4%). O início do ano costuma registrar mais contratações de pessoas com ensino superior devido a vagas nas áreas de educação e saúde.
Quanto às faixas salariais, a maior parte das vagas criadas, 53,4% do total, ofereceu remuneração de até um salário mínimo. Em segundo lugar, com 39,8%, ficaram os empregos com pagamento entre 1,5 e 2 salários mínimos. O levantamento apontou que as faixas salariais acima de quatro salários mínimos não apresentaram saldo positivo de vagas no período analisado de fevereiro.
O perfil mais contratado foi o de jovens entre 18 e 24 anos com ensino médio completo. “Eles foram contratados principalmente por grandes empresas do setor de serviços, com remuneração entre 1,51 e dois salários mínimos. Já elas conseguiram emprego, sobretudo, em microempresas e grandes empresas do setor de serviços, com salários entre 0,51 e 1,5 salários mínimos”, informou a Unimontes.
