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O Governo do Brasil anunciou nesta quarta-feira (15) um aporte adicional de R$ 20 bilhões para o programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), elevando o orçamento total para habitação em 2026 para R$ 200 bilhões. A meta do programa foi ampliada para 3 milhões de moradias até o final deste ano.
De acordo com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o objetivo é garantir acesso à moradia digna para mais famílias. “Vamos contratar três milhões de casas até o final deste ano. Prometemos dois, vamos chegar a três”, afirmou durante evento no Palácio do Planalto.
A ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, destacou que os recursos foram triplicados e atenderão todas as faixas de renda. “Conseguimos atender todas as faixas do Minha Casa, Minha Vida, desde os que mais precisam até a classe média alta”, disse.
Novas faixas de renda e valores
O governo reajustou as faixas de renda do MCMV:
- Faixa 1: até R$ 3.200
- Faixa 2: R$ 3.200,01 a R$ 5.000
- Faixa 3: R$ 5.000,01 a R$ 9.600
- Classe Média: até R$ 13 mil
O valor máximo das unidades habitacionais também foi atualizado. Na Faixa 3, o limite subiu para R$ 400 mil, enquanto para a Classe Média aumentou de R$ 500 mil para R$ 600 mil.
Reforma Casa Brasil
O programa Reforma Casa Brasil teve seu público-alvo ampliado para famílias com renda de até R$ 13 mil. As condições financeiras foram melhoradas, com taxa de juros reduzida para 0,99% ao ano e aumento do valor máximo para R$ 50 mil.
O ministro das Cidades, Vladimir Lima, afirmou que o MCMV contribuiu para reduzir o déficit habitacional no país. “Chegamos, segundo dados da Fundação João Pinheiro, no menor patamar do déficit habitacional da história do país: 7,4%”, disse.
Entre 2022 e 2024, o programa retirou 441 mil famílias da situação de déficit habitacional. O setor da construção civil registrou aumento na geração de empregos, com 3 milhões de trabalhadores com carteira assinada em 2026.
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