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Quatro novos assentamentos em Minas Gerais encerram um conflito agrário de 28 anos no município de Campo do Meio. De acordo com o Incra, as portarias de criação foram publicadas no Diário Oficial da União em 16 de abril de 2026, destinando 3.636 hectares para 478 famílias.
Os projetos, denominados Quilombo Campo Grande I, II, III e IV, regularizam a situação de agricultores que ocupavam áreas da falida Usina Ariadnópolis desde 1998. As famílias estão organizadas em 11 acampamentos e já cultivam alimentos como café, mandioca e feijão.
O Incra publicará editais para selecionar beneficiários do Programa Nacional de Reforma Agrária. Os aprovados terão acesso a créditos para investimento produtivo e moradia rural.
Detalhes dos assentamentos
Quilombo Campo Grande I: 3.153,77 hectares para 375 famílias (Portaria 1.766).
Quilombo Campo Grande II: 252,08 hectares para 50 famílias (Portaria 1.772).
Quilombo Campo Grande III: 181,62 hectares para 41 famílias (Portaria 1.769).
Quilombo Campo Grande IV: 48,81 hectares para 12 famílias (Portaria 1.770).
A regularização foi possível através do Programa Terra da Gente, utilizando desapropriação por interesse social. Segundo a superintendente regional do Incra em Minas Gerais, Neila Maria Batista Afonso, as famílias já comercializam café sob a marca Guaií, com mais de 2,2 milhões de pés cultivados.
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