Belo Horizonte alcança 70º lugar em Desafio Mundial da Natureza Urbana

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Belo Horizonte e sua região metropolitana alcançaram o 70º lugar global na 11ª edição do Desafio Mundial da Natureza Urbana, realizada em abril. A competição envolveu cidades de todo o mundo na coleta de dados sobre a vida silvestre urbana, utilizando a plataforma iNaturalist para registrar plantas, animais e fungos.

A posição atual representa uma melhoria em relação a 2025, quando a cidade ficou em 81º lugar entre 700 participantes. No cenário nacional, Belo Horizonte e região metropolitana conquistaram o 2º lugar em número de espécies registradas e o 1º lugar em número de observadores participantes, superando São Paulo.

Durante o desafio, que ocorreu de 24 a 27 de abril, foram realizados 10.226 registros de 1.768 espécies de animais, plantas e fungos na região. Globalmente, mais de 2,8 milhões de registros de mais de 74 mil espécies foram feitos.

Belo Horizonte e região metropolitana também foram responsáveis pelo primeiro registro de 40 espécies no iNaturalist, incluindo a Maxantonia bahiana (inseto) e a Kielmeyra negleta (planta). Do total registrado, 25 espécies são endêmicas e 21 estão classificadas como ameaçadas de extinção.

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Ciência-cidadã

O Desafio Mundial da Natureza Urbana, iniciado em 2016, é uma iniciativa de ciência-cidadã que une especialistas, amadores e entusiastas na preservação ambiental. O evento é liderado globalmente pela Academia de Ciências da Califórnia (CAS) e pelo Museu de História Natural do Condado de Los Angeles (NHM).

Em Belo Horizonte e Região Metropolitana, a coordenação é feita pela Fundação de Parques Municipais e Zoobotânica (FPMZB) – Prefeitura de Belo Horizonte, Universidade Federal de Minas Gerais, Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, Centro Universitário UNA, Instituto Estadual de Florestas – Governo de Minas Gerais, Ecoavis, Waita – Instituto de Pesquisa e Conservação, SESC-MG e Fundação Biodiversitas.

Para engajar a população, a FPMZB, com o apoio de parceiros, promoveu ações educativas e oficinas sobre o uso da plataforma iNaturalist. Essas atividades foram direcionadas a visitantes de parques, equipes de ONGs, coletivos, professores e alunos de escolas públicas municipais.

Durante os quatro dias da competição, a Prefeitura de Belo Horizonte e as demais instituições participantes ofereceram uma programação gratuita em parques municipais e estaduais, na Zoobotânica, em museus e em campi universitários.

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Equipes de voluntários auxiliaram nos registros e promoveram atividades educativas, como trilhas ecológicas em parques, que já fazem parte da programação rotineira da FPMZB.

Gelson Leite, presidente da FPMZB, afirmou que o Desafio Mundial da Natureza Urbana incentiva a construção de uma relação positiva com a biodiversidade e amplia o conhecimento científico sobre a natureza nas cidades.

“Ao registrar a biodiversidade urbana por meio do iNaturalist, qualquer pessoa, sendo especialista ou não, ajuda na conservação do meio ambiente, inspirando descobertas e atuando ativamente e de forma colaborativa nas ações de conservação e preservação da natureza adotadas por organizações em todo o mundo”, disse Leite.

iNaturalist

A ferramenta iNaturalist é gratuita e permite que usuários maiores de 12 anos registrem fotos ou sons de espécies, informando local e data. A comunidade científica da plataforma valida as informações, criando um mapeamento da vida selvagem.

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Os dados inseridos na plataforma e classificados como “em nível de pesquisa” são disponibilizados no GBIF, um repositório global de dados sobre biodiversidade. Essa informação auxilia na compreensão da natureza mundial e serve como referência para pesquisadores e gestores públicos em estudos e decisões de conservação de espécies.

Dessa forma, amadores e profissionais se tornam cientistas cidadãos e agentes de conservação da biodiversidade, contribuindo para pesquisas científicas e para a formulação de políticas de conservação.

Resultados

Confira alguns resultados de Belo Horizonte e região metropolitana no ranking brasileiro do Desafio Mundial da Natureza:

Número de espécies registradas:
1º) São Paulo: 2.016
2º) Belo Horizonte e Região Metropolitana: 1.768
3º) Santa Teresa – ES: 1.53

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Número de observações (postagens no iNaturalist):
1º) São Paulo: 32.251
2º) Belo Horizonte e Região Metropolitana: 10.226
3º) Santa Teresa – ES: 7.145

Número de observadores (participantes):
1º) Belo Horizonte e Região Metropolitana: 403
2º) São Paulo: 400
3º) Grande Curitiba: 159

Espécies mais observadas em BH e região metropolitana:
1º) Aranha-de-teia-dourada
2º) Pau-jacaré
3º) Mico-estrela (animal símbolo de Belo Horizonte)
4º) Macaúba
5º) Aranha-de-funil
6º) Canário-da-terra

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