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O Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan) completa 20 anos em 2026 como principal estrutura de coordenação de políticas públicas contra a fome no Brasil. De acordo com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS), o sistema foi fundamental para a saída do país do Mapa da Fome da ONU.
Durante participação no encontro LUPPA LAB em Caxias do Sul (RS), a secretária extraordinária de Combate à Pobreza e à Fome do MDS, Valéria Burity, destacou a importância do Sisan. “Sem coordenação, os programas não se conectam. Sem articulação, as políticas perdem alcance”, afirmou.
Entre os avanços recentes citados pela secretária estão a criação da Secretaria Extraordinária de Combate à Pobreza e à Fome, a reativação da Câmara Interministerial de Segurança Alimentar e Nutricional (Caisan) e a reinstalação do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea).
Expansão do sistema
O número de municípios integrados ao Sisan saltou de 536 em 2022 para 2.243 em abril de 2026, segundo dados do MDS. Todos os estados e o Distrito Federal já aderiram ao sistema. “A ampliação das adesões significa mais municípios comprometidos com planos locais de segurança alimentar”, explicou Burity.
O governo federal aprovou ainda o III Plano Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (III Plansan) e realizou a 6ª Conferência Nacional sobre o tema.
Populações vulneráveis
Entre os desafios atuais está o combate à insegurança alimentar em populações vulneráveis, como indígenas, quilombolas e pessoas em situação de rua. O MDS desenvolve protocolos específicos para atendimento integrado a esses grupos.
O Protocolo Brasil Sem Fome busca identificar e atender diretamente famílias em situação de fome extrema, integrando ações do SUS, SUAS e Sisan. Outros protocolos em construção incluem ações para povos indígenas e para situações de emergência.
O encontro LUPPA LAB reuniu representantes de governos municipais e organizações da sociedade civil para debater políticas públicas alimentares sustentáveis.
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