O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) promoveu uma reunião em 3 de junho com representantes de Ituiutaba e Gurinhatã, no Triângulo Mineiro. O objetivo foi discutir a criação de protocolos para prevenção e combate à violência em escolas. Cerca de 200 pessoas participaram presencialmente do encontro.
A iniciativa contou com a presença de membros do sistema de justiça, forças de segurança, gestores de educação, assistência social e saúde. Também estiveram presentes conselheiros tutelares e integrantes da rede de proteção à criança e ao adolescente. A reunião buscou aprimorar a segurança escolar.
A Promotoria de Justiça de Defesa da Criança e do Adolescente de Ituiutaba articulou a iniciativa. Houve apoio da Coordenadoria Regional das Promotorias de Justiça de Defesa da Educação e dos Direitos das Crianças e dos Adolescentes (CREDCA). A mobilização ocorreu após um incidente recente em uma escola estadual do município.
Durante a reunião, foi enfatizada a necessidade de cada instituição de ensino desenvolver seu próprio protocolo de prevenção. Esses protocolos devem considerar características específicas, como porte, número de alunos e estrutura física. A construção deve ser integrada entre as redes municipal e estadual de ensino.
A participação de todos os profissionais foi reforçada como essencial para a segurança. Entre as recomendações discutidas, está a atenção contínua ao comportamento dos estudantes. A escuta ativa por parte de professores e gestores foi valorizada, assim como a criação de canais seguros e anônimos para denúncias.
Medidas práticas também foram destacadas, como o controle de acesso às escolas, com identificação de visitantes. A capacitação das equipes de portaria foi mencionada. A definição de rotas de evacuação e a escolha de espaços seguros dentro das unidades para emergências também foram pontos abordados.
Funções em caso de crise e apoio pós-crise
Outro ponto discutido foi a importância de estabelecer previamente as funções de cada profissional em caso de crise. Isso inclui quem deve acionar as forças de segurança e quem será responsável pela condução de alunos. A atenção especial foi dada a crianças pequenas e pessoas com deficiência.
A orientação geral é que estratégias de enfrentamento direto sejam consideradas apenas em último caso. A prioridade é sempre a proteção e a fuga segura. No cenário pós-crise, o encontro reforçou a necessidade de ações coordenadas para oferecer apoio psicológico a alunos e profissionais.
Também foi ressaltada a importância de evitar a disseminação de informações falsas e garantir comunicação transparente com as famílias. Cada ocorrência deve ser analisada posteriormente. O objetivo é aperfeiçoar os protocolos e corrigir eventuais falhas, conforme discutido na reunião.
