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O Governo Federal anunciou um novo ciclo do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) nas modalidades Entidades e Rural, com meta de viabilizar mais de 85 mil moradias populares. As unidades serão construídas em imóveis da União e em assentamentos rurais, conforme informações da Secretaria-Geral da Presidência.
Na modalidade Entidades, serão produzidas 21.282 unidades habitacionais urbanas. O projeto utiliza 91 imóveis públicos federais, incluindo seis do INSS, com potencial para atender mais de 10 mil famílias. Outros 16 imóveis estão destinados ao MCMV FAR, beneficiando 2,3 mil famílias.
De acordo com o governo, a distribuição prioriza regiões metropolitanas e capitais como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Salvador e Porto Alegre. O objetivo é oferecer moradia em áreas com infraestrutura consolidada.
Participação social e autogestão
O programa atende famílias com renda mensal de até R$ 2.850, organizadas por movimentos sociais, associações e cooperativas. As entidades executoras precisam ter no mínimo três anos de experiência no setor e estar habilitadas junto ao Ministério das Cidades.
O ministro Guilherme Boulos afirmou que os projetos do MCMV Entidades têm o menor índice de vendas de apartamentos. “A pessoa entra com a construção de uma comunidade, com um movimento social que fez uma luta às vezes de anos”, explicou.
Expansão para áreas rurais
Na área rural, o governo recuperou R$ 1,1 bilhão em recursos parados na Caixa Econômica Federal desde os anos 90. Segundo a ministra do Desenvolvimento Agrário, Fernanda Machiavelli, já foram construídas 10 mil casas em assentamentos da reforma agrária.
Machiavelli destacou que as moradias rurais incluem banheiro, varanda e quintal produtivo. “Famílias que viviam debaixo de lona agora têm sua dignidade”, afirmou.
Vânia Marques, presidente da Contag, ressaltou a importância da habitação rural. “Somos nós que produzimos alimentos saudáveis. A retomada do MCMV Rural reafirma o princípio da justiça social”, disse.
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