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Caminhos do Sul Global aproxima lideranças negras brasileiras de centros de inovação chineses

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O programa Caminhos do Sul Global levou 29 empreendedores negros, pesquisadores e lideranças brasileiras para uma troca de experiências na Universidade Politécnica de Ningbo, na China, entre 1º e 14 de junho. A iniciativa, realizada pelo Ministério da Igualdade Racial (MIR) em parceria com o Sebrae, promoveu imersão em inovação, inteligência artificial e cooperação internacional.

De acordo com o Ministério da Igualdade Racial, a etapa piloto do programa contou com a participação de instituições como o Comitê Gestor do Plano Juventude Negra Viva, o Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial, a UFPA, o IFG e a Secretaria de Igualdade Racial do Ceará. Parceiros chineses, como a China Education Association for International Exchange, também integraram a iniciativa.

O secretário de Políticas de Ações Afirmativas de Combate e Superação do Racismo, Tiago Santana, afirmou que a missão representa “um passo importante na ampliação das oportunidades para a população negra nos setores estratégicos para o desenvolvimento”.

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Kátia Regis, coordenadora-geral de Justiça Racial e Combate ao Racismo do MIR, destacou que o programa busca “ampliar oportunidades e fortalecer a cooperação internacional para a justiça racial”.

Programação e objetivos

O Sebrae selecionou os participantes entre afroempreendedores do Prêmio Sebrae Startups, com atuação em áreas como govtechs e negócios de impacto social. A programação incluiu cursos sobre inteligência artificial aplicada à indústria, gestão e processos criativos.

A Universidade Politécnica de Ningbo foi o principal espaço de intercâmbio, reunindo gestores públicos, pesquisadores e instituições de ensino para debates sobre educação, relações étnico-raciais e cooperação internacional.

Além da formação técnica, os participantes visitaram museus e centros de planejamento urbano para entender o desenvolvimento da região de Ningbo e seu papel na economia chinesa.

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Depoimentos dos participantes

Eraldo Ricardo dos Santos, do Sebrae, afirmou que a experiência na China representa “um marco histórico” para os empreendedores negros brasileiros. “A China hoje é uma referência global em inteligência artificial e sustentabilidade”, disse.

A empreendedora Ariane Amador destacou o significado da participação: “Isso mostra o esforço conjunto, da nossa startup, que democratiza o acesso à regularização imobiliária, levando segurança jurídica e dignidade para quem mais precisa”.

Juscelino Araújo, outro participante, ressaltou a importância de entender as necessidades das pessoas antes de desenvolver soluções tecnológicas: “Precisamos entender cultura, comportamento, confiança, território e necessidade real”.

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