João Marcos Veiga/PBH
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BH Itinerante conclui 50ª edição com homenagem à fundadora do projeto

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O projeto BH Itinerante, focado na formação de agentes ambientais, concluiu sua 50ª edição na quinta-feira, 25 de abril. As atividades ocorreram em uma área rural na região de Itabirito, Minas Gerais, e incluíram ações socioambientais e culturais, além da diplomação dos participantes e uma homenagem à idealizadora do projeto.

Os participantes chegaram à etapa final do BH Itinerante a bordo do ônibus-sala de aula Expresso Ambiental. O local escolhido foi o sítio Mairiporanga, situado entre as serras do Itabirito e Moeda, proporcionando um cenário natural para as atividades.

O sítio Mairiporanga, cujo nome remete a experiências e águas, é uma área importante para o abastecimento hídrico de Belo Horizonte. Os novos agentes ambientais puderam observar os desafios de preservação e a integração com a natureza local.

Após um café da manhã coletivo, os presentes realizaram uma trilha interpretativa. Durante a trilha, foi possível observar o microclima da região e espécies da Mata Atlântica, como a macaúba, até chegarem a um curso de rio. Um plantio de araucária foi conduzido pelo servidor da SMMA, Wanderson Marinho.

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Na sequência, os cursistas apresentaram seus trabalhos de conclusão do curso, que incluíram a previsão de uma atividade de trilha na Serra do Rola Moça. O subsecretário de Gestão Ambiental e do Clima, Dimi Chaves, e a diretora de Educação Ambiental, Ana Paula Assunção, estiveram presentes na cerimônia.

Os participantes receberam capelos, lembranças e um brinde em celebração à conclusão do curso. À tarde, após um almoço preparado em fogão à lenha, os presentes visitaram o Córrego do Silva, um curso d’água que deságua no Rio das Velhas.

As atividades da tarde incluíram vivências, uma oficina de isca para captura de abelhas-sem-ferrão e atividades culturais de dança circular e carimbó, marcando o encerramento do projeto.

Homenagem a Eliana Apgaua

Uma homenagem foi prestada a Eliana Apgaua, idealizadora do BH Itinerante, que se aposenta após quase cinco décadas de serviço público. Dimi Chaves, subsecretário de Gestão Ambiental e do Clima, afirmou: “Que a SMMA siga entendendo a grandeza do BH Itinerante. Obrigado por sua imensa dedicação”.

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Ana Paula Assunção, ex-cursista do projeto, destacou o legado de Eliana Apgaua. Eliana, por sua vez, atribuiu o alcance e a qualidade do projeto à parceria com colegas como Aluisio Cardoso e Laiena Teixeira. Ela incentivou: “Não deixem de aproveitar essa oportunidade. Essa experiência transforma as pessoas”.

De acordo com informações da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), o BH Itinerante, iniciado em 2001, é um dos projetos mais antigos da PBH. É gerido pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SMMA) por meio da Diretoria de Educação Ambiental.

O curso é composto por 12 encontros ao longo do semestre, incluindo vivências em campo e aulas com especialistas. Dinâmicas na Sala Verde da SMMA também fazem parte da formação. O encerramento da 50ª edição destacou os valores do projeto, como a experiência prática e a perspectiva humana na preservação e disseminação do conhecimento.

Novos Multiplicadores

Eliane Maria Silveira, maranhense de 74 anos, participou de todas as etapas do curso, incluindo as trilhas. A enfermeira aposentada encontrou na formação uma forma de transformar sua preocupação com a degradação dos rios e córregos em ações práticas. Ela planeja atuar como multiplicadora na proteção dos recursos hídricos.

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Eliane Maria Silveira afirmou: “o socorro só vem se todos se envolverem, com educação ambiental e participação das crianças”. Aos 19 anos, Francisco Junqueira Cardoso foi o formando mais jovem da turma. A experiência superou suas expectativas ao combinar visitas técnicas, contato com especialistas e troca de experiências entre participantes de diferentes gerações.

Francisco Junqueira Cardoso relatou: “Passei a observar o ambiente urbano com um olhar mais crítico e analítico”. Para ele, o curso proporcionou uma nova forma de enxergar Belo Horizonte e despertou um olhar atento às questões socioambientais, conhecimento que pretende aplicar em sua vida acadêmica e pessoal.

Rosângela de Aguiar Santos, professora da educação infantil na rede municipal, viu no curso uma oportunidade para atuar em sua comunidade escolar. Ela já integra ações de educação ambiental e, ao concluir a formação, pretende compartilhar o conhecimento com a equipe pedagógica.

A professora Rosângela de Aguiar Santos planeja integrar os conteúdos ao planejamento da escola, revitalizar a horta e ampliar as ações voltadas ao contato das crianças com a natureza. Ela concluiu: “Acreditamos que o investimento na primeira infância é fundamental”.

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