A escritora e educadora Ieda Dias da Silva, conhecida como Ieda Dias, morreu neste sábado (27), aos 99 anos. Natural de Carmo da Mata, no Centro-Oeste de Minas Gerais, a autora foi uma referência na literatura infantil e em métodos de alfabetização. De acordo com informações do jornal O Tempo, o corpo foi velado no Velório Padre Bedin, e o sepultamento ocorreu às 16h.
Ieda Dias ganhou projeção no cenário educacional brasileiro a partir da década de 1970, com o desenvolvimento de estudos e materiais para o ensino da leitura e da escrita. Em 2017, foi homenageada na primeira edição da Festa Literária de Carmo da Mata (Flicar). Entre suas obras infantis mais conhecidas estão “O barquinho amarelo”, “Brinquedos da noite” e “O burrinho alpinista”.
Uma de suas principais contribuições para a educação foi o Método de Experiências Criadoras. A proposta de alfabetização desenvolvida por ela tinha como princípio partir da vivência das próprias crianças para estimular o desenvolvimento da leitura, da escrita, além da capacidade de reflexão e criação. Este método influenciou práticas pedagógicas em diversas escolas do país, consolidando seu legado na área.
A Prefeitura de Carmo da Mata emitiu uma nota oficial lamentando o falecimento da escritora. No comunicado, o município afirmou que Ieda “transformou a educação brasileira” e que seu legado “permanece vivo nas salas de aula, nas bibliotecas e na memória afetiva de milhares de alunos e professores”. A administração municipal também prestou condolências a familiares, amigos, ex-alunos e admiradores da educadora.
