Foto: Sanka Vidanagama/AFP
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Cinco perguntas e respostas sobre o eclipse solar total de 12 de agosto de 2026

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Um eclipse solar total ocorrerá na próxima quarta-feira, 12 de agosto de 2026, e será visível em diversas regiões do Hemisfério Norte. A totalidade do fenômeno poderá ser observada em uma faixa da Espanha, enquanto outras áreas da Europa, como a França, terão uma visão parcial. O evento é classificado pela Nasa, agência espacial dos Estados Unidos, como um dos principais da década.

Um eclipse solar acontece quando “a Lua se interpõe exatamente entre a Terra e o Sol, projetando sua sombra sobre uma faixa estreita da superfície terrestre”, conforme explica a Associação Francesa de Astronomia (AFA). A organização acrescenta que, por uma coincidência, os diâmetros aparentes da Lua e do Sol são idênticos, permitindo que a Lua encubra completamente o disco solar durante o evento.

“Por uma coincidência notável – um dos equilíbrios mais singulares do Sistema Solar -, a Lua, apesar de ser 400 vezes menor que o Sol, está também 400 vezes mais perto: seus diâmetros aparentes são idênticos”, detalha a AFA. Durante a totalidade, a luz do dia diminui, o que revela a coroa solar para os observadores localizados na faixa de visibilidade completa.

De acordo com o jornal O Tempo, o percurso do eclipse total de 12 de agosto de 2026 começará na Rússia, passando ao sul da Groenlândia e cruzando o oceano Atlântico até a Europa. A visibilidade total ocorrerá principalmente em uma faixa que atravessa a Espanha, de Oviedo a Palma de Mallorca. Em locais fora dessa faixa, como a França, o eclipse será parcial.

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A duração da fase total do eclipse, quando o Sol fica completamente oculto, varia conforme a localização. Na cidade espanhola de Burgos, por exemplo, este momento durará 1 minuto e 48 segundos. O fenômeno completo, no entanto, será mais longo, estendendo-se por aproximadamente duas horas, incluindo as fases parciais antes e depois da totalidade, totalizando 1 hora e 48 minutos em Burgos.

Raridade e Segurança na Observação

Embora ocorram de um a dois eclipses solares por ano, a visibilidade de um eclipse total em um mesmo local é um evento raro, acontecendo em média a cada 400 anos, segundo a AFA. Contudo, a Espanha terá a oportunidade de observar outros dois eclipses solares nos próximos anos: um no extremo sul em 2 de agosto de 2027 e outro em 26 de janeiro de 2028.

Para a observação segura do eclipse solar, é indispensável o uso de lentes que atendam à norma ISO 12312-2:2015. Essa proteção é projetada para filtrar 100% dos raios ultravioleta (UV), protegendo a retina de danos. A observação direta do Sol sem o equipamento adequado pode causar lesões oculares permanentes, mesmo que por um curto período de tempo.

A Associação Francesa de Astronomia alerta que o perigo não está no eclipse, mas em olhar diretamente para o Sol. A exposição pode causar danos irreversíveis à retina, muitas vezes sem dor imediata, pois a retina não possui receptores de dor. Por isso, problemas de visão podem se manifestar apenas algum tempo após a exposição desprotegida ao fenômeno astronômico.

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