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Douglas Rocha Almeida, de 31 anos, ex-beneficiário do Bolsa Família, foi aprovado no concurso do Ministério das Relações Exteriores e tornou-se diplomata em janeiro deste ano. Sua trajetória começou em Luziânia (GO), onde cresceu em uma família de baixa renda.
De acordo com relatos do próprio Douglas, o benefício foi essencial durante a infância. “O Bolsa Família ajudou minha mãe a comprar comida e material escolar. Sem isso, teria sido muito mais difícil focar nos estudos”, afirmou. Ele frequentou escolas públicas e posteriormente ingressou na Universidade de Brasília (UnB) por meio do ProUnI.
Douglas tentou quatro vezes o concurso para diplomata antes de ser aprovado. Na penúltima tentativa, recebeu uma bolsa de R$ 30 mil do Instituto Rio Branco, destinada a candidatos negros com bom desempenho. Com dedicação integral aos estudos, conquistou a vaga em 2025.
Impacto do Bolsa Família
Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, 70% dos adolescentes que recebiam o benefício em 2014 deixaram o programa nos últimos dez anos. Entre jovens de 15 a 17 anos, esse índice chegou a 71,25%.
Francisca Aparecida, mãe de Douglas, destacou a importância do auxílio: “Com o Bolsa Família, eu conseguia sustentar meus quatro filhos. Ele foi fundamental para que Douglas pudesse estudar”. Douglas hoje cursa a formação para diplomatas no Instituto Rio Branco.
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