Belo Horizonte reforçará as ações do programa Criança que Chia para proteger a população antes do período de maior circulação de vírus respiratórios. A iniciativa visa a identificação precoce e o monitoramento preventivo de crianças com asma e quadros respiratórios recorrentes, buscando reduzir complicações, internações e óbitos.
O programa utiliza a busca ativa, onde equipes dos centros de saúde monitoram crianças que usam medicamentos respiratórios ou que tiveram consultas com especialistas na área. Também são acompanhadas aquelas com registro de atendimento em unidades da rede SUS-BH, como UPAs, devido a doenças respiratórias.
Para iniciar o monitoramento, os profissionais contatam as famílias para agendar consultas, verificar o cartão de vacinas e assegurar a continuidade do tratamento medicamentoso, se necessário. Há também uma integração com a rede hospitalar, que informa à Secretaria Municipal de Saúde dados sobre crianças internadas por questões respiratórias.
Nessa estratégia, é feita a vinculação com os centros de saúde e são agendadas consultas nas unidades básicas antes da alta hospitalar. O acompanhamento é realizado durante todo o ano, com intensificação em períodos de sazonalidade das doenças respiratórias.
Doenças respiratórias em crianças
As doenças respiratórias estão entre as principais causas de internação e óbito em crianças. Em 2025, dos aproximadamente 19 mil pedidos de hospitalização, 6,2 mil foram para menores de 9 anos de idade. Esses dados incluem residentes e não residentes da capital.
Fernando Libâneo, coordenador de Atenção Integral à Saúde da Criança e Adolescente, afirmou que “O agendamento ocorre em, no máximo, uma semana após a alta. Essa transição do cuidado reduz significativamente o risco de reinternação”. Em 2025, cerca de mil crianças residentes em Belo Horizonte foram encaminhadas para acompanhamento nos centros de saúde após a alta hospitalar.
O programa Criança que Chia também prevê a capacitação de profissionais para qualificar o cuidado ofertado. Além disso, oferece orientação a pais e responsáveis sobre o uso correto de medicamentos, o controle de fatores desencadeantes de crises e o reconhecimento de sinais de alerta.
O coordenador Fernando Libâneo acrescentou que “Também mantemos o monitoramento de indicadores, como a solicitação de leitos de internação e o atendimento de crianças com doenças respiratórias nas UPAs, para identificar o início do aumento da demanda assistencial”.
