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O Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea) destacou a importância da participação social e do Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan) no combate à fome no Brasil. A discussão ocorreu durante o Seminário Saída do Brasil do Mapa da Fome, realizado nos dias 19 e 20 de março, no Rio de Janeiro.
De acordo com Elisabetta Recine, presidenta do Consea, a ampliação do Sisan e o fortalecimento da sociedade civil foram essenciais para melhorar os indicadores de segurança alimentar. O sistema, que antes atuava principalmente em níveis nacional e estadual, avança na inclusão dos municípios.
“Realizar o direito humano à alimentação adequada enfrenta obstáculos profundos. Se não houver uma força popular organizada, a transformação não será feita”, afirmou Recine. Ela ressaltou que a sociedade civil é fundamental para impulsionar mudanças estruturais.
O Consea também está monitorando o 3º Plano Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (3º Plansan), em construção. A iniciativa visa integrar dados para maior transparência na destinação de recursos e avaliar o alcance das políticas públicas nos territórios.
Em junho, será realizado o Encontro +2 (6ª CNSAN + 2 anos), em Brasília, para avaliar os resultados da 6ª Conferência Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, realizada em 2023. O evento usará indicadores nacionais e estaduais para orientar futuras ações.
O seminário reuniu gestores públicos, acadêmicos e representantes da sociedade civil. Entre os participantes estavam o ministro Wellington Dias (MDS), Valéria Burity (SECF/MDS), Luiza Trabuco (MDS), Renato Maluf (UFRRJ) e Jorge Meza, representante da FAO no Brasil.
O evento foi promovido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), em parceria com o Grupo de Trabalho de Cooperação Acadêmica para a Aliança Global contra a Fome e a Pobreza e com a SECF/MDS.
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