O Selo Sesc Minas Musical, uma iniciativa do Sistema Fecomércio MG, lançou os primeiros trabalhos de seu projeto voltado ao registro e difusão da produção musical do estado. A primeira edição reúne sete obras selecionadas, sendo dois álbuns e cinco singles inéditos. Os trabalhos, de artistas de diferentes regiões mineiras, já estão disponíveis nas principais plataformas de streaming, buscando construir um panorama da cena contemporânea local.
A proposta reúne artistas de diferentes territórios, gerações e linguagens, com nomes de Belo Horizonte, Juiz de Fora, Ouro Preto, Itabirito e Teófilo Otoni. O objetivo é contribuir para a construção de um registro da produção musical contemporânea do estado, ampliando o alcance dos músicos mineiros e documentando suas trajetórias artísticas, conforme divulgado pelo projeto.
Para o presidente do Sistema Fecomércio MG, Sesc e Senac, Nadim Donato, o projeto busca ampliar o alcance da produção dos músicos mineiros. “Minas possui uma riqueza musical reconhecida nacionalmente. Com o Selo Sesc Minas Musical, queremos contribuir para que esses artistas alcancem novos públicos, fortaleçam suas trajetórias e tenham sua produção registrada”, afirma ele, em material divulgado à imprensa.
Artistas e Obras Selecionadas
Entre os lançamentos está o primeiro álbum de Fabinho do Terreiro, de Belo Horizonte, compositor ligado ao samba. Suas canções já foram gravadas por artistas como Zeca Pagodinho e Neguinho da Beija-Flor. O disco, que marca sua estreia em formato de álbum, conta com direção musical e arranjos de Thiago Delegado e produção de Barral Lima.
De Juiz de Fora, a banda Varanda apresenta um EP que combina referências do indie pop com letras de humor. O trabalho, que busca uma renovação no rock mineiro, conta com a participação especial da cantora Fernanda Takai. De acordo com o jornal O Tempo, a seleção busca abranger diversas vertentes da música produzida no estado.
A primeira seleção é completada por cinco singles. De Ouro Preto, a Guarda de Moçambique Nossa Senhora do Rosário e Santa Efigênia registra uma composição de Maurício Tizumba, ligada às tradições da cultura afro-brasileira. De Itabirito, o artista EZKIEL apresenta uma faixa que mescla rap, afrobeat, samba e reggae, com influências da música negra global.
A cantora e compositora Deh Muss, de Belo Horizonte, participa com uma canção de texturas acústicas e elementos eletrônicos. Da mesma cidade, a banda Pelos, formada em 1999 no Aglomerado da Serra, integra o projeto com uma faixa que une rock, soul e funk. O grupo possui uma trajetória associada à representatividade negra e periférica na música.
Completa a seleção a violeira, cantora e compositora Letícia Leal, natural de Teófilo Otoni e radicada em Belo Horizonte. Seu trabalho explora as possibilidades da viola caipira em diálogo com a música instrumental e o pop. A artista também atua na formação de músicos por meio de projetos como a Orquestra Belorizontina de Viola Caipira.
Apresentação na Virada Cultural
Os artistas e grupos selecionados na primeira edição do Selo Sesc Minas Musical se apresentarão na 11ª Virada Cultural de Belo Horizonte, nos dias 29 e 30 de agosto. Um palco exclusivo, o Palco Selo Sesc Minas Musical, será montado em frente ao Sesc Centro de Atendimento ao Turista (CAT), no cruzamento da Rua da Bahia com a Avenida Afonso Pena.
A programação da Virada Cultural também contará com artistas dos Selos Sesc de São Paulo e de Pernambuco, além de apresentações de Alceu Valença e Jorge Aragão. Os trabalhos do Selo Sesc Minas Musical podem ser ouvidos nas plataformas de streaming. Mais informações estão disponíveis no site do Sesc em Minas.
