Belo Horizonte prepara rede de saúde para doenças respiratórias após decretar emergência

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A Prefeitura de Belo Horizonte decretou situação de emergência em saúde nesta sexta-feira (10) devido ao aumento de doenças respiratórias. A medida visa reforçar a assistência na rede SUS-BH, antecipando um possível pico de casos entre 19 de abril e 2 de maio, conforme projeções baseadas na tendência atual de atendimentos.

A publicação do decreto permite à Secretaria Municipal de Saúde (SMSA) acessar recursos federais e estaduais. Isso possibilitará a contratação de mais profissionais, a ampliação do horário de funcionamento de unidades de saúde e a implementação de novos serviços.

Além disso, a medida agilizará a aquisição de equipamentos, insumos e medicamentos. O prefeito Álvaro Damião destacou que o problema não é exclusivo de Belo Horizonte, sendo influenciado pela mudança climática na cidade.

O prefeito também ressaltou a superlotação em centros de saúde e UPAs devido às doenças respiratórias. Ele enfatizou a importância da vacinação para crianças e adultos, visando reduzir a necessidade de atendimento nessas unidades.

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Miguel Paulo Duarte Neto, secretário municipal de Saúde, afirmou que o aumento da procura por cuidados já era esperado para este período. Ele destacou que a decretação da emergência amplia a capacidade de resposta da rede SUS-BH, garantindo assistência à população.

Em 2026, foram realizados aproximadamente 112 mil atendimentos a pessoas com sintomas de doenças respiratórias. Esses atendimentos ocorreram nos 153 centros de saúde e nas nove Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) da cidade.

As faixas etárias com maior procura por cuidados foram de 20 a 39 anos, com mais de 15 mil atendimentos. Em seguida, a faixa de 40 a 59 anos registrou cerca de 11 mil atendimentos.

Para ampliar o acesso, a SMSA oferece teleconsultas de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h. Essas consultas são destinadas a casos clínicos leves, incluindo sintomas respiratórios, e podem ser agendadas online no portal da Prefeitura.

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Em relação às solicitações de internação, foram registrados mais de 3,7 mil pedidos. Idosos com 60 anos ou mais concentram a maior demanda por leitos hospitalares, com mais de 1,8 mil registros.

Pessoas de 40 a 59 anos representam a segunda maior demanda, com quase 600 solicitações. O secretário municipal de Saúde reforçou a antecipação da Campanha de Vacinação contra a Gripe para grupos prioritários.

Ele salientou a importância da vacinação para idosos e outros grupos vulneráveis. O objetivo é reduzir o risco de complicações, internações e óbitos decorrentes da gripe.

Vacinação

O município disponibiliza diversos imunizantes para proteção contra doenças respiratórias. A vacina contra a gripe está disponível para grupos prioritários definidos pelo Ministério da Saúde.

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Entre os grupos prioritários estão crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes, idosos com 60 anos ou mais, puérperas (até 45 dias após o parto), trabalhadores da saúde, pessoas com deficiência permanente e caminhoneiros.

A vacina contra a covid-19 é ofertada para crianças de 6 meses a menores de 5 anos, gestantes, idosos com 60 anos ou mais. Também estão incluídas crianças de 5 a 11 anos e pessoas a partir de 12 anos pertencentes aos grupos prioritários.

Gestantes, a partir da 28ª semana de gestação, podem receber a vacina contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR). O VSR é um dos principais causadores de bronquiolite em bebês.

A dose é única, com recomendação de nova imunização a cada gestação. A vacinação é uma medida preventiva essencial para a saúde pública.

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