O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) Regional Uberaba, em conjunto com a Polícia Militar e com o apoio da Força Integrada de Combate às Organizações Criminosas (Ficco), deflagrou nesta quinta-feira, 16 de abril, as operações “Olho de Aço 3” e “Circuito Fechado” em Uberaba, no Triângulo Mineiro.
A Operação Olho de Aço 3 tem como objetivo cumprir seis mandados de busca e apreensão no município. A ação visa desarticular uma associação criminosa envolvida na prática de crimes patrimoniais, incluindo furtos, roubos, receptação e desmanche de veículos, além de lavagem de dinheiro.
Uma análise técnica de materiais apreendidos em 12 de agosto de 2025 indicou a existência de uma estrutura criminosa. Segundo o MPMG, empresários do setor de autopeças e manutenção de veículos automotores estariam atuando como financiadores de atividades ilícitas, adquirindo componentes de origem criminosa.
Este mecanismo, conforme as investigações, sustentaria um ciclo de furtos, roubos e desmanches de veículos. Para apurar o caso, foram necessárias novas medidas de busca e apreensão para a obtenção de provas complementares.
O objetivo é identificar todos os envolvidos e interromper o fluxo financeiro que alimenta crimes contra o patrimônio em Uberaba e região. A Operação Circuito Fechado, por sua vez, tem como foco o combate preventivo à receptação de fios de cobre e materiais metálicos de origem ilícita.
Esta operação cumpriu um mandado de busca e apreensão também no município de Uberaba. Durante o cumprimento das medidas, foram apreendidos seis aparelhos celulares, sendo cinco relacionados à Operação Olho de Aço 3 e um vinculado à Operação Circuito Fechado.
Significado das Operações
O termo “Olho de Aço” simboliza a fusão entre a vigilância atenta do olho humano dos agentes de Segurança Pública e a força da Polícia. O “aço” representa a autoridade e o poder de intervenção técnica para interromper o ciclo de furtos e receptação, conforme informações do MPMG.
Já o termo “Circuito Fechado” simboliza o cerco total ao mercado ilegal por meio da fiscalização rigorosa de ferros-velhos, impedindo a venda de materiais furtados. Ao “fechar o circuito” comercial, a operação busca asfixiar financeiramente os receptadores e proteger a infraestrutura urbana da cidade.
