“`
Escolas estaduais em territórios indígenas de Minas Gerais estão utilizando a leitura e a produção de materiais pedagógicos para preservar línguas e culturas originárias. As iniciativas incluem bibliotecas escolares e projetos educacionais específicos, como os desenvolvidos na Escola Estadual Indígena Capitãozinho Maxakali, em Bertópolis, e na Escola Estadual da Aldeia Katurãma, em São Joaquim de Bicas.
De acordo com a Secretaria de Estado de Educação, essas ações reforçam a identidade cultural e o protagonismo das comunidades indígenas. Na Escola Capitãozinho Maxakali, o ensino da língua originária é prioridade, garantindo acesso ao conhecimento sem perder as tradições.
A unidade recebeu R$ 70 mil para folhas A4, R$ 30 mil para revitalização da biblioteca, R$ 15 mil para materiais pedagógicos e R$ 25 mil para itens esportivos. Já na Aldeia Katurãma, a biblioteca Bacumuxá, nomeada em referência à “árvore da sabedoria”, integra tradição e educação formal.
Preservação cultural e investimentos
Segundo Rafael Martins, diretor da escola em Katurãma, a biblioteca reúne obras literárias, memórias e produções culturais indígenas. “É um território de conhecimento que une tradição e educação formal, permitindo que a comunidade narre sua própria história”, afirma.
A unidade recebeu R$ 134 mil para fortalecer atividades educacionais. O mês de abril, marcado pelo Dia dos Povos Indígenas (19/4), é celebrado com ações de retomada cultural nas escolas.
As experiências mostram como a leitura e o ensino de línguas originárias contribuem para preservar memórias e identidades. A rede estadual promove acesso a bibliotecas e materiais didáticos contextualizados, reforçando uma educação intercultural.
O Boletim “Território em Foco”, produzido com participação das comunidades indígenas, reúne práticas exitosas da educação escolar indígena em Minas Gerais.
“`
