Futuro da mineração em Minas Gerais focará em práticas sustentáveis

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A produção sustentável na mineração, com foco em otimizar processos e alinhar-se a pautas ambientais, foi o tema central de um debate nesta quarta-feira (13). O evento reuniu especialistas que discutiram inovações como o fim do uso de barragens e o aproveitamento de rejeitos para criar produtos de maior valor agregado, visando a descarbonização da indústria siderúrgica global.

De acordo com informações do jornal O Tempo, o debate ocorreu no terceiro painel do evento “O TEMPO Seminários – Mineração 360°”. Na ocasião, o diretor de Investimentos da CSN Mineração, Otto Levy, destacou que a empresa investe na filtragem de minério sem barragens, utilizando o empilhamento a seco. Essa prática, adotada desde 2020, diminui os riscos de acidentes.

Levy também mencionou o beneficiamento de minerais, com melhor aproveitamento de resíduos como o itabirito, antes visto como estéril. “Hoje, ele permite que você, no final, produza até o minério de ferro mais rico”, afirmou. Este minério, conhecido como pellet feed ou minério verde, possibilita a produção de aço com hidrogênio em vez de carbono, contribuindo para a descarbonização.

Marlon Ferreira Pinto, diretor de novos projetos da Cedro, reforçou o avanço das mineradoras na transformação de minérios em produtos de alto valor. “Você consegue, mesmo com o minério que anteriormente era descartado, processar e transformar em um produto de alto valor para o mercado”, comentou. Ele acrescentou que essa produção atende à demanda da siderurgia por minério para produção direta.

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Essa produção de ferro com alto teor deve atrair investimentos significativos. Conforme destacou Marlon Ferreira, grande parte do volume nos projetos plurianuais da Cedro virá desse pellet feed. O produto possui alta atratividade nos mercados externos por seu teor metálico de 67%, sendo considerado “a grande nova onda do minério” para atender às necessidades do mercado global.

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