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Estágio de Terapia Ocupacional na UFTM promove acessibilidade cultural na Galeria do Centro Cultural

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A Galeria de Arte “Prof. Dr. Bruno Curcino Mota” da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM), em Uberaba, implementou um projeto de inclusão para pessoas com deficiência visual. A iniciativa adapta a exposição “Não há sombra sem luz” de Márcio Rocha, utilizando audiodescrição e recursos tecnológicos.

O projeto é resultado da colaboração entre alunas e docentes da disciplina de Estágio Supervisionado II do curso de Terapia Ocupacional da UFTM, o Centro Cultural da UFTM e o Instituto de Cegos do Brasil Central (ICBC).

A exposição, que estará em cartaz até 11 de junho, foi adaptada com audiodescrição para visitantes com cegueira ou baixa visão. Os detalhes das obras são acessados individualmente por meio de QR Codes instalados no local.

Além da audiodescrição, a galeria recebeu reestruturação física. Foram incluídas legendas com fontes ampliadas e sinalização em alturas acessíveis, visando democratizar o acesso ao patrimônio artístico.

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De acordo com a professora-coordenadora do estágio e chefe do Centro Cultural, Heliana Castro Alves, a ação possui um papel pedagógico, social e legal. Ela ressalta a importância de promover a inclusão e participação social de pessoas com deficiência visual em equipamentos culturais.

Heliana Castro Alves também mencionou que a iniciativa cumpre determinações da Lei Brasileira de Inclusão de 2015. A legislação exige que espaços de cultura abranjam populações com deficiências múltiplas, incluindo a deficiência visual.

O cronograma do projeto incluiu oficinas artísticas e culturais no ICBC, além de visitas mediadas e validações no Centro Cultural da UFTM. A estudante Alanis Cristina Silva Siqueira, do 8º período de Terapia Ocupacional, destacou o desafio de traduzir telas abstratas em palavras sem influenciar a interpretação do público.

O processo de audiodescrição exigiu estudos e validação técnica por uma pessoa com cegueira total. Alanis Cristina Silva Siqueira explicou que o audiodescritor deve ser neutro, descrevendo a imagem de forma objetiva para que a interpretação subjetiva venha do próprio usuário.

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Clécio Antônio Barra, usuário do ICBC, visitou o espaço pela primeira vez e comentou sobre a eficácia da audiodescrição. Ele afirmou que a ferramenta permite imaginar e sentir o desenho, possibilitando a formulação de uma opinião própria.

Ana Cláudia Oliveira, que possui baixa visão, reforçou que o recurso auxilia na percepção de detalhes que poderiam passar despercebidos. Ela também solicitou mais iniciativas como esta na cidade de Uberaba.

A presença do ICBC na universidade também gerou debates sobre o acesso ao ensino superior. Vanilton Rosa da Silva, participante da validação das obras, cobrou a ampliação de cotas e bolsas de estudo para pessoas com deficiência em universidades públicas.

Segundo Vanilton Rosa da Silva, as barreiras enfrentadas por esse público tornam a disputa tradicional desigual. Ele defende a necessidade de políticas de inclusão mais robustas no ambiente acadêmico para garantir igualdade de oportunidades.

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Vanilton concluiu que a acessibilidade vai além da infraestrutura física. Ele afirmou que “Acessibilidade não é só rampa, não é só piso tátil, é também dar acesso à cultura e à arte, dando real significado e função social à vida das pessoas”.

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