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A ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), Esther Dweck, afirmou que o governo digital deve combinar inovação tecnológica com ética, proatividade e inclusão. A declaração foi feita durante a abertura do XXVI Seminário Ética na Gestão, realizado no Banco Central, em Brasília, nesta quinta-feira (18/6).
De acordo com Dweck, os serviços públicos digitais precisam antecipar demandas da população, garantindo segurança e proteção de direitos. “A gente não pode ter um governo digital que exclui grande parte dos cidadãos”, disse. O MGI tem ampliado pontos físicos de atendimento, como o Balcão GOV.BR, presente em 23 estados, com 237 unidades.
A ministra citou marcos legais como o ECA digital e iniciativas de proteção a crianças, adolescentes e mulheres no ambiente digital. Sobre inteligência artificial, destacou que o governo já utiliza a tecnologia e trabalha em normas para seu uso responsável. A Portaria nº 3.485/2026 regulamenta o tema no âmbito do Programa ColaboraGOV, que envolve 13 ministérios.
Seminário discute ética e tecnologia
O XXVI Seminário Ética na Gestão reúne autoridades até sexta-feira (19/6) para debater desafios éticos no serviço público. O presidente do STF, Edson Fachin, classificou o evento como “um sinal de maturidade institucional”. Bruno Espiñeira Lemos, da Comissão de Ética Pública, destacou o recorde de inscrições: mais de mil participantes.
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, abordou a necessidade de transparência em instituições que lidam com dados sensíveis. Já o ministro da CGU, Vinicius Marques de Carvalho, citou avanços na agenda de governo aberto. Marcelo Weick Pogliese, da Casa Civil, enfatizou a ética como compromisso diário na administração pública.
A juíza Jaqueline Santos, do STM, alertou para riscos da inteligência artificial, como vieses algorítmicos. Luiz Fernando Delazari, da Itaipu Binacional, apresentou ações da empresa para fortalecer integridade e combater discriminação.
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