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Em 30 dias, o programa Brasil Contra o Crime Organizado causou um prejuízo de R$ 1,6 bilhão a facções criminosas, segundo informações do Ministério da Justiça e Segurança Pública. As ações envolveram 11 operações estratégicas e a mobilização de 9.964 profissionais de segurança pública em todo o país.
De acordo com a Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), foram apreendidas 312 armas de fogo, 44 armas artesanais, 20.686 munições e 2,5 kg de explosivos. No combate ao tráfico de drogas, foram confiscadas 82,5 toneladas de entorpecentes e mais de 19 mil unidades de drogas sintéticas, além da erradicação de 93,2 mil pés de maconha.
As operações resultaram na apreensão de R$ 523,3 milhões em bens, bloqueio de R$ 22,2 milhões em ativos financeiros, aplicação de R$ 10,4 milhões em multas e recuperação de R$ 6,5 milhões em impostos. O programa também realizou R$ 31,4 milhões em operações conjuntas.
Impacto financeiro e operações
As ações mais impactantes foram as operações Renoe (R$ 528,2 milhões em prejuízos às facções), Fronteiras (R$ 485 milhões), Divisas (R$ 368,7 milhões), Renarc (R$ 130,7 milhões) e Biomas (R$ 88,5 milhões). Segundo o governo, os resultados mostram a efetividade da integração entre União e estados.
O secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, afirmou que o programa ataca as organizações criminosas em sua capacidade financeira e operacional. “O objetivo é retirar poder das facções e devolver segurança à população brasileira”, disse.
Atuação da Força Nacional
A Força Nacional de Segurança Pública mantém 81 frentes operacionais em 13 estados e no Distrito Federal. Entre 12 de maio e 7 de junho, realizou 34 mil abordagens a pessoas, 20 mil a veículos, apreendeu 1,6 tonelada de drogas e efetuou 41 prisões.
Na Amazônia Legal, foi estruturada a Companhia de Operações Ambientais da Força Nacional em Manaus. A região também recebeu equipamentos para combate a crimes ambientais e garimpo ilegal.
Capacitação e proteção às mulheres
O programa capacitou 474 profissionais de segurança pública, incluindo cursos de perícia balística e papiloscopia. Equipamentos periciais foram entregues a institutos médico-legais estaduais.
Na área de proteção às mulheres, foram registradas 377 prisões por violência de gênero e realizadas 215 ações educativas. A Operação Mulher Segura alcançou mais de 9 mil pessoas com iniciativas de prevenção e conscientização.
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