Acusado de homicídio em concessionária na Pampulha enfrenta júri popular

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Um vendedor de carros de uma concessionária de veículos, de 61 anos, foi assassinado na tarde desta terça-feira (28) com cinco tiros – dois nas costas e três disparos no rosto. Câmeras registraram o momento do crime, que ocorreu no interior da revendedora de carros em que a… pic.twitter.com/QnPbJYm9Gc

— O TEMPO (@otempo) May 28, 2024

Após os disparos, Marcélio fugiu em seu carro, mas foi localizado e preso pela Polícia Militar na avenida Pedro I. Dentro do veículo, os policiais encontraram a arma utilizada, uma pistola com a numeração raspada. Por essa razão, ele também responderá pelo crime de porte ilegal de arma de fogo com numeração suprimida, que será julgado juntamente com a acusação de homicídio.

Durante a tramitação do processo, um laudo de sanidade mental apontou que o acusado era parcialmente incapaz de compreender o caráter ilícito do ato no momento do crime. Essa condição, conhecida como semi-imputabilidade, não impede o julgamento pelo Tribunal do Júri, mas pode ser considerada pelos jurados ao definirem a pena, caso seja condenado.

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Crime motivado por desavença passada

Em depoimento à Polícia Civil, Marcélio confessou o crime e afirmou que agiu por vingança. Segundo o próprio réu, o motivo foi um desentendimento em 2022, durante um serviço de manutenção em seu veículo. Ele relatou ter se sentido desrespeitado no atendimento prestado por Alexandre e que, mesmo após o episódio, manteve o sentimento de indignação.

Ele detalhou que levou um carro à concessionária para reparar um vazamento, pagando cerca de R$ 3 mil pelo serviço. Contudo, o veículo teria apresentado um novo problema, gerando um custo adicional de R$ 2 mil. O acusado declarou que, no dia do crime, “acordou e decidiu matar” Alexandre, embora não tivessem tido mais contato desde o ocorrido.

A concessionária, na época do crime, informou que o acusado “nunca foi cliente” e disse desconhecer qualquer problema comercial envolvendo a vítima. Alexandre dos Santos Queiroz trabalhava na empresa há cerca de dez anos. De acordo com familiares e colegas, ele não havia relatado ter recebido ameaças ou estar envolvido em conflitos recentes.

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